E O AMOR? Por Stella Rebecchi

E O AMOR?

Por Stella Rebecchi

Palavra mais banalizada, emoção verdadeira pouco sentida.Vou falar de um só detalhe que atrapalha o amor: a mágoa. Sentimento dos mais comuns nos humanos, resultado dos julgamentos. E por que julgamos tanto? Criticamos tanto?

E o amor?

O que pensamos hoje é fruto do que conhecemos, do que aprendemos, do que passamos no passado e avaliamos. Isso não quer dizer que seja real. Acreditamos ser real. Já parou pra pensar: e se não for nada disso? Eu crio a partir do que fui acostumada sentir, a partir de meu olhar. Um único olhar. Tenho um padrão de pensamento. E julgo a partir do meu jeito. Do que vivi no passado.  A mesma história tem diversas interpretações de acordo com o EU de cada um. E a sua história só você normalmente percebe. O julgamento, que leva a magoa, é interpretado por você por causa das coisas que pensa e sente.  E ficou magoada por causa do tamanho do processamento que fez, um rolo sem tamanho criado pelo enorme julgamento que criou a respeito do outro. Compliquei? Para pra pensar. De quantas pessoas você se distanciou por ter mágoa, por achar que…    ou porque te ofendeu, ou te traiu, ou isso e aquilo? Quantas pessoas bacanas deixou ir por criticar, não ter tolerância, paciência.  Para pra pensar um instante: por se achar superior e mais importante? Especial?  Será que sua vida foi regida só por seu ego? Criou um roteiro a partir do que pensa, que não é real, imaginou mil coisas e partiu para o ataque.  Só não percebeu que foi movida pelo medo. Atacou, culpou, rejeitou, condenou, por puro medo.Acorda! O medo, nesses casos, não corresponde à realidade da vida. Ele faz parte dos valores, dos conceitos. É cultural. 

Devemos seriamente questionar a realidade da causa da mágoa. Entender que o resultado, o efeito, não é real. Perceber os julgamentos e questionar os fatos que levaram a mágoa. A mágoa é o fantasma da solidão. Você fica magoada com o que pensa e acaba por sentir monte de coisas. O que vê é uma projeção de sua mente. Um exemplo bem simples: Você liga para uma pessoa, ou passa uma mensagem. Essa pessoa não te atende ou responde. Você começa então a imaginar mil coisas; ela não gosta de você, está fugindo, deve estar ocupada conversando com outra pessoa e etc.E assim lá vai seu pensamento de acordo com seu Euzinho interno. 

Você não precisa ter mágoa, não precisa julgar. Não deve. Você não tem a menor idéia do que a outra pessoa pensa sente, qual foi sua história, porque ela age dessa forma. É muita cara de pau, muita arrogância julgar os outros. Cuide de você, de se pesquisar fundo, de descobrir por que sente tantas coisas menores que o amor. É um trabalho para a vida.

Efeito: Paramos de sentir raiva, destituímos o conflito sem fundamento, resgatamos a gratidão.  Sem mágoa acabou a culpa (porque nos sentimos culpados sim, de pensar e sentir tudo isso), sem mágoa acabou a culpa. E alcançou o perdão. Alcançou a sabedoria de saber perdoar, a você e ao outro. O perdão vem dessa sabedoria. Destituímos também o medo.   

 E o que sobrou?! Sobrou o amor!

 O amor que temos dentro de nós. O verdadeiro e glorioso amor que foi abafado por sua ficção. O amor por você. Daí acabou a solidão.

Então você pode desfrutar desse estado, sentir alegria. Alegria significa amor e então, poderá compartilhar da vida com todos. 

Amor é a liberdade de Deus que se manifesta em tudo.

Texto baseado nos ensinamentos da Coexiste SP

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